INSTITUCIONAL


SOBRE A ACOPAR

A Associação dos Cotonicultores Paranaenses (ACOPAR) vem atuando, desde a sua fundação, em 2001, na difusão de tecnologias voltadas ao pequeno e médio produtor de algodão do Estado. O Estado do Paraná chegou a plantar 709 mil hectares de algodão na safra 1991/92, assumindo a posição de primeiro produtor nacional, porém após esta safra a área plantada tem sido reduzida drasticamente, até quase o desaparecimento desta cultura no meio rural.

Os principais motivos do declínio da cotonicultura no Paraná se deveram ao excesso de chuva na colheita de março de 1992 levando a germinação das sementes dentro dos capulhos e grande perda de produtividade; deterioração da qualidade da colheita manual, que na época era efetuada por trabalhadores terceirizados oriundos das lavouras de café, que colhiam algodão extremamente contaminado conhecido como colheita “no rapa” resultando em deságios elevados na comercialização e por fim dificuldades de convivência com o bicudo por parte desses pequenos produtores.

Estes fatores além de contribuírem para a perda de rentabilidade e competitividade do algodão, resultaram em grandes prejuízos aos produtores e a substituição desta lavoura principalmente pela soja.

Vários estudos têm demonstrado que a saída da cotonicultura do cenário agrícola Paranaense resultou na perda de 300.000 empregos na zona rural, migração de pequenos produtores para a periferia das grandes cidades e mesmo fortalecimentos de movimentos sociais reivindicatórios de reforma agrária e demanda por programas assistencialistas dos governos municipais, estaduais e federal.

Por outro lado as cooperativas que descaroçavam algodão e industrializavam o caroço, evoluíram para segmentos têxteis mais complexos e em 2015 estima-se que no Paraná o parque têxtil consuma 60.000 t de pluma/ano, a maioria importada do cerrado do Brasil. Existem pelo menos 10 fiações e 7 tecelagens operando no Estado. Para suprir este consumo o Paraná precisaria plantar pelo menos 50.000 ha de algodão no Estado. A iniciativa privada e as cooperativas possuem pelo menos 7 algodoeiras totalmente inativas, as quais poderiam ser rapidamente reativadas, desde que houvesse algodão para ser beneficiado no Estado.

bastante parecido com o plantio de algodão safrinha, hoje praticado em quase 50% da área de algodão dos Estados de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Em visita técnica as áreas de milho e trigo safrinha nesta safra de 2014, fomos informados da preocupação dos produtores, com a perda de rentabilidade destas culturas e da inexistência de lavouras que possam as substituir. Estes produtores levantaram a hipótese de voltar a experimentar o plantio do algodão de safra normal ou safrinha, como uma busca de alternativas as grandes áreas de milho e trigo safrinha no Paraná.

Porem a demonstração das novas tecnologias para a cotonicultura e mesmo de um novo modelo de produção de algodão safrinha deve ser precedido de avaliações técnicas, econômicas e climatológicas para se evitar a repetição dos problemas e prejuízos do passado. Assim a retomada do algodão no Paraná só ocorrerá quando se ajustar os fatores: identificação de produtores inovadores; uso de cultivares transgênicas modernas para permitir uma fácil convivência com a Helicoverpa armigera; controle eficiente do bicudo; custo de produção baixo para possibilitar boa rentabilidade; plantio em safrinha para fugir dos problemas de chuvas na colheita e colheita mecanizada para suprir a escassez de mão-de-obra no campo.

MISSÃO

“Desenvolver, aprimorar e garantir meios para que o produtor de algodão paranaense esteja inserido no mercado.”

VISÃO

“Ser um ponto de referência para o produtor de algodão paranaense.”

DIRETORIA - Gestão 2018/2020

Diretor Presidente: Almir Montecelli
Diretor Vice-Presidente: Katsumi Sérgio Otaguiri
Diretor Secretário: Joaquim Martinez Valério




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