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Publicado em 24/05/2019

Algodão: correndo atrás do tempo perdido



Uma produção bilionária, com números de exportações volumosos e altamente rentáveis. Tudo que o produtor busca numa lavoura, mas que incrivelmente ficou esquecida do Paraná por décadas. Este é o cenário atual do algodão no País e que o Estado tenta retomar, depois de liderar a produção nacional com 700 mil hectares da fibra no início da década de 1990 e que acabou perdendo espaço devido a problemas com chuvas e o famigerado bicudo. É hora de correr atrás do tempo perdido. A grande pergunta que lateja na cabeça dos produtores paranaenses é: “no “mar” de soja e milho que vivemos hoje, é possível adequar o algodão dentro da safra, com qualidade de manejo e rentabilidade?”  


Bem, as projeções do algodão nos principais estados produtores – como Mato Grosso (68% do volume) e Bahia (11%) – dão um norte do momento que a commodity vive no País. Dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) projetam uma colheita de 2,6 milhões de toneladas, número 32% superior a safra 2018, que já foi recorde da série histórica da companhia. A área nacional cresceu 35% no último ano, puxado principalmente pela demanda internacional, já que a China sobretaxou o algodão norte-americano, principal concorrente brasileiro.


 "Temos variedades mais tecnológicas, precoces, que podem ser plantadas entre novembro e dezembro junto com a soja"


No Paraná, a área comercial atual é pequena: 700 hectares e já com a colheita iniciada. Entretanto, desde a safra 2014/15 a Acopar (Associação dos Cotonicultores Paranaenses) tem feito um trabalho sólido, mostrando a possibilidade de galgar novas áreas e produtores. O potencial de absorção no mercado estadual, segundo a associação, é de 60 mil hectares para plantio. O projeto, que conta com apoio de outras entidades como IBA (Instituto Brasileiro do Algodão) e o Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), já mostra resultados interessantes em produtividade e rentabilidade em dez áreas demonstrativas distribuídas pelo Estado, inclusive em Rolândia.



Fonte:  Folha de Londrina




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