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Publicado em 25/04/2018

Algodão ressurge no Noroeste em meio a rotação de cultura



Umuarama - Presente nas lavouras no Noroeste do Paraná na década de 70 e extinto logo depois, a cultura do Algodão começa a voltar para a região de Umuarama. O cultivo ressurge como opção de rotatividade no campo e rentabilidade, por meio de um projeto com a Associação dos Cotonicultores Paranaenses (Acopar). Um dos primeiros agricultores a investir na retomada do Algodão, Gerson Magnoni Bortoli realizou sua segunda colheita na última semana, em Perobal.

Campeão de produtividade de soja, Bortoli é um dos agricultores parceiros da Acopar no projeto de interação do Algodão na rotatividade das culturas e como forma de proporcionar mais produtividade ao homem do campo. "Estamos esperando os resultados finais, mas este ano parece que o Algodão será mais rentável se comparado com a soja", ressaltou.

O produtor aceitou o desafio da Associação e plantou 13 hectares, com expectativa de colher 600 arrobas por alqueire, sendo que o preço da arroba cotada no dia 20 era de R$ 38,00. "Hoje seria uma cultura mais rentável se comparado a soja, pois o preço do Algodão vem subindo e acredito que bata os R$ 40 reais a arroba. Além de ser uma ótima opção para fazer interação na rotatividade da lavoura, com interação também na pecuária", salientou.

Conforme o técnico da Acopar, Otaviano Lelis, em sua passagem por Umuarama em 2017, nesta nova fase do Algodão na região, a cultura chega com uma nova ótica apoiada pela tecnologia e pesquisa. Hoje a com colheita é mecanizada, com variedades de sementes adaptáveis e novos períodos de plantio. "Estamos neste trabalho há quatro anos distribuído em 30 áreas pelo Estado e nas modalidades: integração lavoura/pecuária, Algodão safra e safrinha", explicou.

O pesquisador Wilson Paes explica, que hoje as regiões Norte e Noroeste vivem o binômio da soja e milho, não oferecendo outra rotação em meio a integração deixando o agricultor vulnerável as baixas de preço, como está acontecendo atualmente. "A proposta de uma nova alternativa para rotação de culturas e rentabilidade", conta.

Mecanização - Além das mudanças nos períodos de plantio, e sementes resistentes a pragas, outra mudança na produção do Algodão é a colheita, que hoje é feita por máquina colheitadeira. A mecanização, conforme a Acolpar, reduz os custos da cultura em 30% se comparada com a forma antiga.

Futuro

Segundo a Acopar é esperado que o trabalho seja atraente para os produtores e eles comecem a plantar áreas maiores e a cultura se torne independente. Mas para isso é preciso realizar esse primeiro passo que está acontecendo. "Quando o produtor perceber que isso permite produzir mais soja, conviver melhor com mato e logicamento a melhoria do solo vamos ter uma rotatividade mais completa e benéfica para o produtor, mercado e meio ambiente", finalizou Wilson Paes.



Fonte:  Umuarama Ilustrado




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